Análise das publicações do Conselho Federal de Educação Física no Instagram® durante a pandemia da Covid-19

Contenido principal del artículo

José Augusto Dalmonte Malacarne
Pedro Henrique Melo de Carvalho
Daniella de Brito Alexandria
Marcelo Borges Rocha
Alexandre Palma

Resumen

Com o advento da pandemia do novo coronavírus, dentre os meios de comunicação com a população destacam-se as redes sociais. Assim, o objetivo deste artigo foi analisar as publicações do Instagram® do Conselho Federal de Educação Física do Brasil durante a pandemia, enfatizando as atividades de comunicação com os profissionais de educação física e a população geral no combate ao coronavírus. Realizou-se uma investigação netnográfica, com análise qualitativa das publicações. Entre 11 de março de 2020 a 01 de julho de 2021, 96 postagens foram feitas na rede social. Dessas, 53 estavam vinculadas à pandemia. Percebeu-se um forte discurso biomédico envolvendo a saúde, especialmente nos episódios de uma websérie lançada para reforçar a importância da atividade física durante a pandemia. Além disso, a cobrança dos profissionais de Educação Física por assistência do conselho foi recorrente. Ademais, houve reduções significativas de publicações envolvendo a pandemia no período em que o país atingiu o maior número de mortos. Embora existam vastas informações nas publicações reforçando a importância dos exercícios físicos para a saúde, esperava-se do Conselho abordagens mais coletivas e intensificação da divulgação sobre os cuidados necessários para o enfrentamento da pandemia, como, por exemplo, a vacinação

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Detalles del artículo

Cómo citar
Malacarne, J. A. D., Carvalho, P. H. M. de ., Alexandria, D. de B., Rocha, M. B., & Palma, A. (2021). Análise das publicações do Conselho Federal de Educação Física no Instagram® durante a pandemia da Covid-19. Educación Física Y Ciencia, 23(4), e196. https://doi.org/10.24215/23142561e196
Sección
Artículos
Biografía del autor/a

Pedro Henrique Melo de Carvalho, Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduando em Educação Física pela Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

Daniella de Brito Alexandria, Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduada em Educação Física pela Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

Marcelo Borges Rocha, Departamento de Pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Educação. Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca. Instituto NUTES da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutor em Biologia pela Univesidade Federal do Rio de Janeiro. Coordenador do Laboratório de Divulgação Científica e Ensino de Ciências (LABDEC). Departamento de Pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Educação. Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ). 

Alexandre Palma, Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutor em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FIOCRUZ). Docente do Programa de Pós-graduação em Educação Física da Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

Citas

Barcelos, T, N.; Muniz, L. M.; Dantas, D. M.; Cotrim Junior, D. F.; Cavalcante, J. R.; Faerstein, E. (2021). Análise de fake news veiculadas durante a pandemia de COVID-19 no Brasil. Revista Panamericana de Salud Publica, 45, 1-8.

Bardin, L. (2011). Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70.

Brasil. Ministério da Saúde. (1986). VIII Conferência Nacional de Saúde. Relatório final. Ministério da Saúde: Brasília.

Brasil. Constituição Federal. (1988). Constituição da República Federal do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

Brasil. Coronavírus Brasil. (2021). Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.covid.saude.gov.br/. Acesso em: 28 jul. 2021.

Brasil. Câmara dos Deputados. (2021). Projeto de Lei nº 2.486/2021, de julho de 2021. Altera a Lei nº 9.696, de 1º de setembro de 1998, que dispõe sobre a regulamentação da profissão de Educação Física e cria os respectivos Conselho Federal e Conselhos Regionais de Educação Física. Brasília: Câmara dos Deputados, 2021.

Camargo Junior, K. R. (2020). Trying to make sense out of chaos: science, politics and the COVID-19 pandemic. Cadernos de Saúde Pública, 36 (5), 1-7.

Caponi, S. (2020). Covid-19 no Brasil: entre o negacionismo e a razão neoliberal. Estudos Avançados, 34 (99), 209-223.

Carvalho, F. F. B.; Freitas, D. D.; Akerman, M. (2021). O novo “normal” na atividade física e saúde: pandemias e uberização? Movimento, 27, 1-19, e27022.

Conselho Federal De Educação Física. (2021). História – regulamentação da educação física no Brasil. Disponível em: https://www.confef.org.br/confef/conteudo/16. Acesso em: 01 jul. 2021.

Conselho Federal De Educação Física (2021). Ofício nº 370/2020. Rio de Janeiro: CONFEF, 2020. Disponível em: https://osf.io/pa4k3/. Acesso em: 20 jun. 2021.

Falcão, A; Souza, A. (2021). Pandemia da desinformação: as Fake News no contexto da Covid- 19 no Brasil. Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde, 15 (1), 55-71.

Focault, M (2011). Crise da Medicina ou crise da Antimedicina. In. Arte, epistemologia, Filosofia e História da Medicina. Coleção: Rio de Janeiro: Forense Universitária. (Ditos e Escritos VII).

Fragoso, S., Recuero, R., Amaral, A (2011). Abordagens etnográficas.Métodos de pesquisa para internet. Porto Alegre: Sulina.

Freitas, T. P. R.; Silveira, J. B. A.; Costa, P. M. M.; Miceli, B. S.; Rocha, M. B. (2020). Museus de ciências em tempos de pandemia: uma análise no instagram do museu da vida. Práxis, 12 (1), 149-159.

Gaudenzi, P.; Ortega, F. (2012). O estatuto da medicalização e as interpretações de Ivan Illich e Michel Foucault como ferramentas conceituais para o estudo da desmedicalização. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, 16, 21-34, 2012.

Knuth, A. G.; Carvalho, F. F. B.; Freitas, D. D. (2020). Discursos de instituições de saúde brasileiras sobre atividade física no início da pandemia COVID-19. Revista brasileira de Atividade Física & Saúde, 25, 1-9, e0122.

Kozinets, R. V. (2014). Netnografia: realizando pesquisa etnográfica online. Tradução: Daniel Bueno. Porto Alegre: Penso.

Malacarne, J. A. D.; Alexandria, D. B.; Carvalho, P. H. M.; Palma, A. (2021). A abordagem sobre “saúde” nos cursos de educação física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Arquivos em movimento, 17 (1), 202-219.

Massarini, L.; Leal, T.; Waltz, I. (2020). O debate sobre vacinas em redes sociais: uma análise exploratória dos links com maior engajamento. Cadernos de Saúde Pública, 36, 1-14, e00148319.

Minayio, M. C. S (2009). O desafio da pesquisa social. In: Minayo, M. C. S.; Deslandes, S. F.; Gomes, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade (pp. 9-29). Petrópolis: Editora Vozes.

Morel, A. P. M. (2021). Negacionismo da Covid-19 e educação popular em saúde: para além da necropolítica. Trabalho, Educação e Saúde, 19, e00315147. DOI: 10.1590/1981-7746- sol00315.

Neves, R. R.; Antunes, P. C.; Baptista, T. J. R; Assumpção, L. O. T. (2015). Educação Física na saúde pública: Revisão Sistemática. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, 23 (2), 163-177.

Oliveira, V. J. M.; Gomes, I. M. (2020). A saúde nos currículos de educação física em uma universidade pública. Trabalho, Educação e Saúde, 18 (3), 1-17.

Organização Mundial Da Saúde (2021). Pandemia da doença coronavírus. Disponível em: https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019. Acesso em: 28 jul. 2021.

Palácio, M. A. V.; Takenami, I. (2020). Em tempos de pandemia pela COVID-19: o desafio para a educação em saúde. Vigilância Sanitária em Debate, 8 (2), 10-15.

Palma, A.; Bagrichevsky, M.; Estevão, A (2003). Análise sobre os limites da inferência causal no contexto investigativo sobre “exercício físico e saúde”. In: Palma, A.; Bagrichevsky, M.; Estevão, A. (pp.33-51). A Saúde em Debate na Educação Física. Blumenau: Edibes.

Palma, A (2017). Como as AFES podem ser articuladas a uma abordagem multidimensional alinhada com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável? Movimento é Vida! Atividades Físicas e Esportivas para todas as pessoas. Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano no Brasil. Brasília: PNUD. Disponível em: < https://www.ufrgs.br/redecedesrs/wp-content/uploads/2017/11/PNUD_RNDH_completo.pdf. Acesso em: 15 mar. 2021.

Palma, A (2020). Tensões e possibilidades nas interações entre educação física, saúde e sociedade. In: WACHS, F.; LARA, L.; ATHAYDE, P. Ciências do Esporte, Educação Física e Produção do Conhecimento em 40 Anos de CBCE (pp. 15-27). Atividade Física e saúde. Natal: Edufrn.

Palma, A.; Vilaça, M.; Reis, E.C.; Rodrigues, P. (2021). Neoliberalismo, promoção da saúde e atividade física. In: Palma, A.; Rodrigues, P.; Reis, E.C. (Orgs.). Práticas Corporais & Atividades Físicas: Saúde e Sociedade (pp. 267-315). Curitiba: CRV.

Pasquim, H. M. (2010). A saúde coletiva nos cursos de graduação em Educação Física. Saúde e sociedade, 19 (1), 193-200.

Pasquim, H. M.; Martinez, J. F. N.; Furtado, R. P. (2021). Academias de ginástica e exercícios físicos no combate à covid-19: reflexões a partir da determinação social do processo saúde-doença. Movimento, 27, 1-15, e27031.

Ramires, V. V.; Becker, L. A.; Sadovsky, A. D. I.; Zago, A. M.; Bielemann, R. M.; Guerra, P. H. (2014). Evolução da pesquisa epidemiológica em atividade física e comportamento sedentário no Brasil: atualização de uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, 19 (5), 529-532.

Santos, L. P.; Soares, D. S.; Honorato, R. C.; Motoyama, Y.; Schuch, S.; Artiolli, G.; Motta, D.; Umpierre, D (2020). Carta aberta aos profissionais de Educação Física. Disponível em: https://osf.io/vrudw/. Acesso em: 20 jul. 2021.

Sheldon, P; Bryant, K. (2016). Instagram: Motives for its use and relationship to narcissism and contextual age. Computers in human Behavior, 58, 89-97.

Suess, A. E. C (2014). Art gallery visitors and Instagram. Masters diss. University of Arts, London. Disponível em: https://www.academia.edu/12086365/Art_Gallery_Visitors_and_Instagram. Acesso em: 02 jul. de 2020.

Universdade Federal De Goiás (2020). Faculdade de Educação Física e Dança. Nota da FEFD sobre a reabertura dos espaços de atividades físicas no contexto da pandemia de COVID-19. 17 jul. 2020. Disponível em: https://fefd.ufg.br/n/130920-nota-da-fefd-sobre-areabertura-dos-espacos-de-atividades-fisicas-no-contexto-da-pandemia-de-covid-19. Acesso em: 20 jul. 2021.

Universidade Federal De Pelotas. (2020). Escola Superior de Educação Física. Nota da UFPel sobre funcionamento de academias. 17 abr. 2020. Disponível em: https://www.ccs2.ufpel.edu.br/wp/2020/04/17/nota-da-ufpel-sobre-academias/. Acesso em: 20 jul. 2021.

Universidade Federal Do Rio De Janeiro. (2020). Escola de Educação Física e Desportos. Nota da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre o ofício CONFEF 370/2020. 30 abr. 2020. Disponível em: https://www.eefd.ufrj.br/files/Nota%20da%20EEFD-%20CONFEF%20370%20%2803.05%2C2020%29.pdf. Acesso em: 20 jul. 2021.