As representações sobre o professor de Educação Fí­sica nos anos 1970 no Brasil: do desejo í  insegurança profissional

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Guilherme Gonçalves Baptista
Juliana Gonçalves Baptista

Resumen

Esse artigo objetivou analisar as representações de candidatos ao curso da Escola de Educação Fí­sica e Desportos (EEFD) da Universidade Federal do Rio de Janeiro no Brasil na década de 1970 sobre a carreira desejada. Foram realizadas entrevistas com quatro ex-alunos da EEFD a partir de um roteiro semiestruturado. Dentre os fatores elencados para justificar a vontade em ingressar na área, destaca-se a presença de um exemplo profissional que marcou a vida escolar dos entrevistados e o gosto por esportes desde a infãncia. Outro dado relevante foi a ausência de citação sobre o interesse em exercer magistério. Ademais, a ideia de que era uma faculdade associada aos praticantes de atividade fí­sica e/ou (ex)atletas era ainda presente ao longo dos anos 1970. Por fim, é caro destacar o aspecto da posição social e as possibilidades econômicas de cada sujeito como itens fundamentais para a construção de representações sobre a área. Embora a imagem da área não fosse um fator de distinção na relação entre os diversos cursos universitários, essa representação se diferenciava na medida em que as possibilidades e ambições dos sujeitos eram postas perante suas condições socioeconômicas.

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