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<journal-title specific-use="original" xml:lang="es">Educación Física y Ciencia</journal-title>
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<subject>Artículos</subject>
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<article-title xml:lang="pt">Inclusão escolar de alunos com deficiência: interface com os conteúdos da Educação Física</article-title>
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<trans-title xml:lang="en">Inclusion  of school students with disabilities: interface with the contents of  Physical Education</trans-title>
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<institution content-type="original">Camila  Lopes de Carvalho – Faculdade de Educação Física, Universidade  Estadual de Campinas, Campinas/SP, Brasil.</institution>
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<season>January-March</season>
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<title>Resumo</title>
<p> Nas  últimas décadas, a Educação Física brasileira foi redefinida em  seus objetivos, finalidades, conteúdos e atuações no cenário  escolar, ao mesmo tempo no qual passou a incorporar os ideais  inclusivos estabelecidos socialmente. Dessa forma, o objetivo desse  estudo foi analisar o processo de inclusão de alunos com deficiência  na Educação Física Escolar no contexto brasileiro, perante seus  principais conteúdos, conforme estabelecido pelo movimento renovador  da área – Dança, Esporte, Ginástica, Jogo e Luta.  Para isso,  foi realizada uma pesquisa qualitativa, composta por um estudo de  caso, no qual as aulas de Educação Física de uma turma do 2° ano  do ensino fundamental I, que possuiu dois alunos com deficiência,  foram observadas durante 1 ano letivo, com análise de dados por  categorização. Foi verificada uma predominância de aspectos  positivos à inclusão (maioria de participações ativas e  interações positivas entre todos nas aulas), mas entremeados por  outros negativos (superioridade de aulas dos conteúdos de Jogo e  Esporte sobre os demais, e interações negativas em atividades de  caráter competitivo e técnico). Concluindo, tem ocorrido uma  construção positiva em direção à Educação Física inclusiva,  mas que ainda necessita de maior capacitação docente para explorar  os diversos conteúdos desta área durante as aulas, associando-os às  práticas de inclusão.</p>
</abstract>
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<title>Abstract</title>
<p> Physical  Education has been redefined in recent decades, its objectives, aims,  contents and performances at school, at the same time, that it has  incorporated ideas of inclusion socially established. Thus, the aim  of this study is to analyze the process of inclusion of students with  disabilities in Physical Education in their main content. Therefore,  a qualitative survey was conducted, consisting of a case study, where  lessons of physical education in a class of 2nd year of elementary  school, which has two students with disabilities, were observed for 1  school year, with data analysis by categorization. A predominance of  positive aspects to the inclusion was seen (active participation and  positive interactions among all the classes), but intermingled with  other negative (Game and Sports over others contents, and negative  interactions in competitive and technical activities). In conclusion,  there is a positive construction of inclusive physical education at  schools but there is a need for more professional training to explore  the different contents of Physical Education and associate them to  inclusive education.</p>
</trans-abstract>
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<title>Palavras-chave</title>
<kwd>Educação Especial</kwd>
<kwd>Educação Inclusiva</kwd>
<kwd>Educação Física Escolar</kwd>
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<title>Keywords</title>
<kwd>Special Education</kwd>
<kwd>Inclusive Education</kwd>
<kwd>Physical Education</kwd>
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<body>
		
		<sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
			
			
		<p>A  partir da 2° Guerra Mundial as questões referentes aos direitos  humanos passaram a permear as discussões sociais em diversos países,  despontando de forma impulsionada, principalmente, pela Declaração  Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Organização das  Nações Unidas (ONU), em 1948, publicação que discorreu sobre a  necessidade de todas as pessoas serem consideradas iguais perante a  Lei (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref37">ONU, 1948</xref>). </p>
<p> Segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref30"> Kassar (2011)</xref>, com esse documento beneficiando os grupos  minoritários, também foi incitado o estabelecimento de ações  políticas mundiais concernentes, especificamente, às pessoas com  deficiência. Por conseguinte, atos políticos e sociais explicitaram  sobre a garantia dos direitos dessa população, incluindo o direito  à educação. Dentre essas ações instigadoras, a Lei Pública  94-142, de 1973, “Education for all handicapped chindren act”  (“Educação para todas as crianças deficientes”), dos Estados  Unidos, e o Relatório de Warnock, de 1978, da Inglaterra,  principiaram o objetivo de inserir alunos com necessidades educativas  especiais nas escolas regulares. Já a Declaração de Cuenca,  elaborada em 1981, defendeu o atendimento educacional de qualidade às  pessoas com deficiência; a Declaração Mundial sobre Educação  para Todos, publicada em 1990, em Jomtiem, na Tailândia, convocou os  países a ofertarem acesso às pessoas com deficiência ao sistema  educativo; e a Declaração de Salamanca, apresentada em 1994,  durante a “Conferência Mundial de Educação Especial”, na  Espanha, propôs que as nações adotassem uma educação inclusiva,  na qual as escolas se adaptassem para proporcionar a mesma qualidade  de ensino a todos os alunos, independente de suas diferenças ou  dificuldades (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref42">Silva, 1987</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref8">Brasil, 1994</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref36">Meireles-Coelho, Izquierdo &amp;  Santos, 2007</xref>).</p>
<p> Dessa  forma, as pessoas com deficiência transitaram de um período de  exclusão para uma fase de construção de políticas para a sua  aceitação e participação na sociedade. Conforme panorama  apresentado por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref29">Jannuzzi (1992</xref>), na antiguidade pessoas com  essas condições foram abandonadas, rejeitadas e até mesmo  condenadas à morte devido à deficiência ser atribuídas a fatores  sobrenaturais como pecado cometidos em vidas anteriores ou presença  de um mau espírito. Com a expansão do cristianismo a partir da  idade média, essas pessoas começaram a ser vistas possuidoras de  almas, em uma propagação da necessidade de todos serem caridosos  com elas como forma de alcance do perdão divino e da vida eterna;  dessa forma não poderiam ser eliminadas, sendo institucionalizadas  em asilos, conventos, igrejas e manicômios afastados da cidade que  garantiam sua sobrevivência, ainda que isoladas. </p>
<p> Somente  na idade moderna, a preocupação com o cuidado e a educação das  pessoas com deficiência abdicaram de maior espaço e consideração,  em direção à construção da sua aceitação na sociedade. Na  década de 1950, o princípio da normalização surgiu como um dos  eixos norteadores da educação da pessoa com deficiência visando as  proporcionar um padrão de vida semelhante ao vivenciado na  sociedade, contudo ainda dentro de instituições especiais; na  sequência, um ideal de integração despontou, objetivando  prepará-las para serem inseridas socialmente; e, por fim, na década  de 1980 o paradigma inclusivo trouxe o entendimento de que a  sociedade é que deveria se adaptar para receber e permitir a  participação de todos em suas estruturas e funções (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref43">Silva, Seabra  Junior &amp; Araújo, 2008</xref>).</p>
<p> Apesar  de propostos em momentos distintos, e do vigente entendimento de ser  o terceiro paradigma o adequado para o momento atual, todos os três  ideais permaneceram coexistindo, pela dificuldade de cada um deles  superar totalmente o precedente. </p>
<p> O  então ideal inclusivo atualmente almejado para se consolidar se  desenvolveu por meio da associação de movimentos populares – que  defendiam os direitos dessa população, compostos principalmente por  familiares dessas pessoas - aos novos modelos político-econômicos  capitalistas implantados e instigados pelos países desenvolvidos a  serem seguidos pelos demais – os quais viam na pessoa com  deficiência um contribuidor ao desenvolvimento social e econômico,  ao serem capazes de atuar como produtores e consumidores ativos na  sociedade.</p>
<p> Essas  ações se refletiram no Estado Brasileiro, o qual infundiu os ideais  inclusivos em sua legislação. Inicialmente, a Constituição de  1988, ainda fundamentada em ideais integracionistas, possibilitou a  inserção da pessoa com deficiência na escola regular; já pela Lei  de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, a educação  especial foi redefinida como uma educação a ser oferecida às  pessoas com deficiência preferencialmente na rede regular de ensino,  contando com adequação e capacitação da estrutura e agentes  educacionais; fundamentados nessas duas promulgações principais,  documentos seguintes foram elaborados para especificar e conduzir a  educação brasileira em uma perspectiva inclusiva, como is Planos  Nacionais de Educação de 2001 e 2014 (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref10">Brasil, 1988</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref9">1996</xref>,<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref12"> 2001a</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref14"> 2014</xref>).</p>
<p> De  forma concomitante, a legislação brasileira confirmou a Educação  Física como um dos componentes curriculares obrigatórios do ensino  básico nacional, pela Lei n° 10.328, de 2001, exigindo sua  adequação aos ideais inclusivos estabelecidos (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref13">Brasil, 20001b</xref>).</p>
<p> Nesse  mesmo período, seus objetivos, finalidades e funções estavam sendo  repensados e reconstruídos academicamente. Retomando brevemente a  sua constituição no cenário nacional, a Educação física foi  inserida oficialmente no currículo escolar brasileiro por meio de  uma sugestão da Reforma Couta Ferraz, em 1851, por meio da qual foi  explorada nas escolas, inicialmente, fundamentada em Métodos  Ginásticos Europeus, devido à influência político-econômica  desse território sobre o país. No Brasil, esses Métodos foram  recebidos por diferentes segmentos que o exploraram segundo seus  interesses: políticos e militares os direcionaram para disciplinar o  corpo físico e a moral, visando a manutenção da ordem política e  o preparo físico para força de trabalho; os médicos os associaram  aos cuidados higiênicos objetivando um progresso civilizatório pela  formação de uma população forte e saudável; e uma parcela de  educadores enfatizavam sua atuação destinada à formação humana.  Assim, as atividades da área, nas décadas seguintes, organizaram-se  sustentadas por exercícios técnicos motores e treinamentos  esportivos visionários do alto rendimento (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref17">Castellani Filho, 1991</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref31">Linhares, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref25">Góis Junior, 2013</xref>).</p>
<p> Com  questionamento a essa forma de atuação da área, propostas foram  elaboradas em uma tentativa de ressignificar a área, reformulando  seus objetivos, finalidades e funções, substituindo o foco na  aptidão física para a construção de conhecimento sobre suas  práticas abarcadas pelas diferentes dimensões humanas, como a  afetiva, psicológica e a sociocultural, dentre outras, denominadas  de Teorias ou Abordagens da Educação Física.</p>
<p> Nessa  conjuntura, destacaram-se no contexto acadêmico brasileiro o  Coletivo de Autores (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref19">1992</xref>) e os Parâmetros Curriculares Nacionais  (PCN) (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref10">Brasil, 1998</xref>). </p>
<p> O  Coletivo de Autores foi uma autodenominação dos autores do Livro  “Metodologia  do Ensino de Educação Física”, publicado em 1992, por Micheli  Ortega Escobar, Elizabeth Varjal, Valter Bracht, Celi Taffarel,  Carmen Lúcia Soares e Lino Castellani Filho, com uma proposta sobre  o objetivo do ensino da Educação Física Escolar a partir de uma  visão crítico-superadora, na qual a área de conhecimento da  Educação Física foi definida como a referente à cultura corporal.  Inaugurou reflexões até então não sistematizadas para a área,  baseadas na visão crítico social a qual já dispendia de  influências no cenário pedagógico brasileiro, mas que ainda  ausentava-se na Educação Física nacional. Com isso, estabeleceu-se  como uma das bases principais para as construções de conhecimento  da área que viriam na sequência.</p>
<p> Já  os PCN foram elaborados como uma orientação política de caráter  nacional para a organização dos currículos das disciplinas  escolares, associando os conhecimentos acadêmicos já produzidos com  uma organização prática no contexto escolar. Esses documentos  foram publicados em três blocos: em 1997 destinado ao ensino  fundamental I, em 1998 ao ensino fundamental II e, em 1999, ao ensino  médio.</p>
<p> Ao  entender a relevância brasileira de ambos ao instituírem uma  inicial construção de conhecimentos e orientações de caráter  prático, os quais estimularam e fundamentaram as construções  posteriores da ciência e da atuação da Educação Física, nesse  estudo esses referenciais foram considerados como orientadores das  reflexões dispendidas. Não se pretende propor ou instigar uma  concordância absoluta com tais documentos, uma vez que, segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref52">Souza Júnior (2011)</xref> os próprios autores divergiram entre si em  relação a algumas temáticas ou especificidades conceituais, mas um  respeito e consideração pela importância de ambos ao organizarem e  estruturarem cientificamente e politicamente a área no Brasil, em um  momento no qual a Educação Física ainda caminhava por um período  de crise com objetivos e atuação isentos de finalidade própria. </p>
<p> Em  diálogo com essas produções, os conteúdos que compõe a Educação  Física foram definidos como aqueles compostos por movimentos  corporais construídos e transformados pelo homem durante o decorrer  histórico como forma de representação de sua realidade, com  significação humana e sociocultural, sendo os principais Dança /  Atividades Rítmicas e Expressivas, Esporte, Ginástica, Jogo e Luta  (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref19">Coletivo de autores, 1992</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref10">Brasil, 1998</xref>):</p>
<p> Averígua-se  que, por orientações legais, a Educação Física atua no ensino  básico brasileiro por meio de uma organização prática  fundamentada na exploração de cinco principais conteúdos, os quais  são explorados por uma orientação pedagógica inclusivista. </p>
<p> Contudo, <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref33"> Manzini (2002)</xref> alertou que apenas razões legais assegurando a  matrícula do aluno com deficiência na escola regular não garantem  a prática da inclusão nas aulas das diversas disciplinas do  currículo escolar, com a Educação Física e seus conteúdos, nesse  caso. </p>
<p>Para  o acompanhamento dessa realidade, estudos acadêmicos tem sido  produzidos acerca da temática da inclusão na Educação Física  Escolar brasileira, mas, em sua maioria, de forma pontual, como sobre  a formação dos professores já em atuação ou a interação social  dos alunos. Estes são relevantes, mas podem camuflar aspectos  influenciadores dos resultados encontrados. É sentida a ausência da  análise da inclusão global na Educação Física Escolar,  considerando a construção inclusiva da área de forma relacionada a  sua própria organização pedagógica.</p>
<p> Fundamentado  nesse contexto, questiona-se como está ocorrendo a implantação do  processo de inclusão de alunos com deficiência, imposto legalmente  no Brasil, em interface com a busca pela efetivação de uma prática  reconstruída em seus objetivos e finalidades, nas últimas décadas.  Por conseguinte, esse estudo tem por objetivo analisar o processo de  inclusão de alunos com deficiência na Educação Física Escolar,  perante seus diferentes conteúdos – Jogo, Esporte, Ginástica,  Luta e Dança.</p>
</sec>
	<sec sec-type="methods">
<title>Metodologia</title>
<p>Esse  estudo foi delineado como uma pesquisa de natureza qualitativa, na  qual a coleta dos dados ocorreu de forma direta no seu ambiente  natural por meio de um pesquisador, dados estes de natureza  predominantemente descritiva. O mesmo foi desenvolvido por meio de um  estudo de caso, no qual um grupo foi delimitado dentro de um ambiente  amplo para ter suas características investigadas, visando uma  compreensão de dada realidade e sua possível forma de ocorrência  na sociedade (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref32">Ludke &amp; André, 1986</xref>).</p>
<p> Como  procedimentos metodológicos, após encaminhamento e aprovação da  pesquisa pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual de Campinas,  com número de parecer 166.688, foram observadas as aulas de Educação  Física de uma sala do 2° ano do ensino fundamental I, de uma escola  particular do município de Americana, no estado de São Paulo,  Brasil, composta por 26 alunos dos quais dois apresentavam condições  de deficiência - Síndrome de Down. As observações ocorreram  durante 1 ano letivo, totalizando 71,4 % de aulas acompanhadas; o  restante de 28,6% de aulas não acompanhadas foram canceladas ou  substituídas por atividades escolares extra disciplinares – como  excursões e eventos escolares.</p>
<p> Ao  final de cada aula observada, o pesquisador a analisou sob o prisma  da inclusão por meio do preenchimento do “Instrumento de avaliação  da interação entre alunos com e sem deficiência na educação  física escolar”, de Salerno, Araújo e Silva (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref48">Salerno, 2009</xref>). Tal  instrumento passou por validação de face e semântica, confirmando  o alcance das finalidades às quais se propôs. É composto pelos  cinco eixos temáticos com itens analisados quanto a sua ocorrência  ou não, sendo eles “Acessibilidade”, “Conteúdos da Educação  Física”, “Atitudes e estratégias do professor durante o tempo  das aulas”, “Atitude do aluno com deficiência” e “Atitude  dos alunos sem deficiência”.</p>
<p> Os  dados coletados foram analisados por categorização a qual, segundo  <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref32">Ludke e André (1986)</xref>, refere-se à organização dos dados em  categorias ou temas de análise, buscando não apenas uma descrição,  mas possibilitando sua interpretação e a identificação de novos  questionamentos. Dessa forma, foram construídas as categorias de  “Acessibilidade”, “Conteúdos trabalhados” e “Aspectos  inclusivos durante as aulas dos diferentes conteúdos”.</p>
</sec>
<sec sec-type="results|discussion">
<title>Resultados  e discussões</title>
<p>Os  resultados encontrados estão apresentados e discutidos abaixo:</p>
<sec>
<title>Acessibilidade</title>
<p>A  Lei brasileira n° 10.098, de 2000, definiu acessibilidade à pessoa  com deficiência como “possibilidade e condição de alcance para  utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários  e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos  sistemas e meios de comunicação”, estabelecendo normas e  critérios para promovê-la em todos os espaços e equipamentos  públicos nacionais (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref11">Brasil, 2000</xref>, p. 01). </p>
<p> Uma  análise quanto à acessibilidade da estrutura escolar tornou-se  pertinente uma vez que ela influencia o acesso inicial e a  possibilidade dos alunos usufruírem das disciplinas escolares e seus  conteúdos de forma permanente. </p>
<p> Assim,  a instituição em questão possuía os itens de acessibilidade mais  comumente encontrados: corrimões nas escadas e banheiros adaptados.  Contudo, alguns itens atuantes como possíveis barreiras  permaneceram, como a presença de escadas pelo ambiente sem a  existência de outra possibilidade de acesso, além da ausência de  sinais visuais e sonoros. </p>
<p> Essa  fragilidade estrutural também foi verificada por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref28">Gorgatti e Rose  Junior (2009)</xref>, os quais evidenciaram, em uma pesquisa com professores  de escolas particulares e públicas do Brasil, que todos afirmaram  que suas instituições ainda não estavam totalmente preparadas  quanto a sua estrutura de acessibilidade para a recepção de alunos  com deficiência.</p>
<p> Tal  ocorrência foi justificada pelo estudo de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref51">Mazzarino, Falkenbach e  Rissi (2011)</xref>, o qual afirmou que a adaptação de locais e  equipamentos tem sido feita apenas a partir do momento no qual uma  pessoa com uma condição específica de deficiência inicia a  utilização destes, e não de forma antecipatória à presença  dessa população. Uma alteração nesse processo de adaptação  estrutural mostra-se necessária, adequando a instituição  antecipadamente para a recepção de alunos com qualquer que seja a  sua característica, conforme garantido legalmente.</p>
</sec>
<sec>
<title>Conteúdos  trabalhados</title>
<p>Nas  escolas brasileiras, é definido quantitativamente, para a disciplina  de Educação Física, a realização de duas aulas semanais de 50  minutos cada. Na instituição observada, cada aula foi ministrada de  forma dupla, ou seja, foi contabilizado nesse estudo uma aula de 1  hora e 40 minutos, uma vez que o professor a organizou como aulas  conjuntas de uma só temática, ao invés de duas aulas de 50  minutos:</p>
<p>
<fig id="gf4">
<caption>
<title>Gráfico  1 – Número de aulas destinadas a cada conteúdo da educação  física.</title>
</caption>
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</fig>
</p>
<p>A  presença exacerbada dos conteúdos de Jogo e Esporte é notória.  Enquanto Dança obteve menor contemplação durante o período  letivo, a Ginástica e a Luta não apareceram.</p>
<p> Apesar  da redefinição educacional para a Educação Física, observa-se  uma permanente dificuldade, por parte do professor, em trabalhar as  diferentes temáticas propostas, permanecendo arraigado à prática  passada. </p>
<p> Essa  dificuldade também foi verificada no estudo de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref41">Seabra Junior (2006)</xref>,  o qual mostrou que a influência das novas teorias da Educação  Física sobre a prática real do professor está em construção, com  ainda persistência de aulas orientadas pelo conteúdo de Esporte ou  pelo desenvolvimento de habilidades motoras esportivas. </p>
<p> Vários  fatores podem ser elencados como precursores desse tipo de  ocorrência, como a construção histórica brasileira de uma  Educação Física com ênfase na aptidão física e nas habilidades  esportivas, a falta de segurança dos próprios professores em  abordarem os diferentes conteúdos numa formação acadêmica nem  sempre com qualidade para uma atuação adequada com estes, uma  questão sociocultural na qual muitas vezes os próprios alunos  rejeitam os novos conteúdos com os quais não estão habituados por  receio do novo, além de, segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref43">Silva, Seabra Junior e Araújo  (2008)</xref>, a estrutura e funcionamento da própria escola que, em muitos  casos, restringe o trabalho dos professores, como ao exigir  quantidade excessiva de tempo para a organização de eventos  esportivos. </p>
<p> Como  falar em inclusão nos diferentes conteúdos da Educação Física se  parte destes temas ainda é negado aos alunos? Nesse aspecto a  inclusão esbarra não nos aspectos referentes às necessidades dos  alunos com deficiências, mas na estrutura da aula, a qual não  comtempla a diversidade de práticas, negando aos alunos o direito de  vivência e conhecimento dos diversos elementos da cultura corporal  abarcados por essa disciplina. </p>
<p>Em  relação á Luta, <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref20">Correia e Franchini (2010)</xref> afirmaram que a  escassez do seu ensino no contexto escolar deve-se às precariedades  na formação inicial, a qual não tem explorado sua variedade de  possibilidades de aplicações pedagógicas de forma adequada. Tal  ocorrência, muitas vezes é ocasionada pela presença de um discente  que assume a disciplina por ter vivência prática com apenas uma  modalidade da Luta, mas desprovido de conhecimentos sobre sua  variedade de práticas e de sua organização pedagógica. Os autores  completaram ainda que a pequena quantidade de construção de  pesquisas científicas a esse respeito tem contribuído com a  manutenção dessas dificuldades para sua implantação na realidade  escolar, uma vez que o estudo acadêmico é a base para a futura  atuação profissional. </p>
<p>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref4">Ayoub  (2003)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref15">Carvalho, Darido e Impolcetto (2015)</xref> corroboraram a  discussão sobre a precariedade na exploração dos diferentes temas  da Educação Física ao apontar que a escassez de propostas e  orientações pedagógicas dificulta a organização também da  Ginástica no contexto educacional. Refletiram que esses conteúdos  são sucumbidos a um desprestígio dentro da Educação Física  Escolar brasileira, a qual, quando explora essas opções temáticas,  as trabalhada desprovida de suas bases histórico-culturais, sendo  submetida à ideais esportivizantes. </p>
<p> Sabendo  que a superioridade do Esporte também é apresentada na área  acadêmica brasileira, conforme demonstrado por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref34">Matos Schneider,  Mello, Ferreira Neto &amp; Santos  (2013)</xref>, os quais observaram que este conteúdo se mantém em  evidência em quantidade dentre os demais nas publicações dos  periódicos nacionais, denota-se a indispensável necessidade de uma  reorganização científica que abranja a discussão dos demais  conteúdos enquanto possibilidades de organização pedagógica. Uma  redefinição da atuação prática da Educação Física Escolar  exige o acompanhamento de uma reorganização da formação inicial  para sustentá-la.</p>
</sec>
<sec>
<title>Aspectos  inclusivos durante as aulas dos diferentes conteúdos</title>
<p>Esta  categoria associa a qualidade de participação dos alunos com  deficiência nas aulas à interação social e qualificação  docente.</p>
<p> De  princípio, foi analisado o tipo de participação exercida pelos  alunos com deficiência em cada um dos conteúdos trabalhados: ativa  (na qual o aluno interagiu qualitativamente com o conhecimento  trabalhado em aula) ou passiva (onde o aluno foi espectador da aula  ou não atuou efetivamente na realização da mesma).</p>
<p>
<fig id="gf5">
<caption>
<title>Tabela  				- Número de aulas dos conteúdos de Educação Física nas quais  				os alunos com Síndrome de Down tiveram Participação Ativa ou  				Participação Passiva</title>
</caption>
<graphic xlink:href="439954642001_gf5.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>Vale  ressaltar que, permanecendo juntos todo o tempo, por iniciativa  própria um aluno com deficiência seguia o comportamento do outro.  Quando um dos alunos era direcionado a uma atuação passiva, o outro  o acompanhava; assim como em participações ativas, um estimulava e  auxiliava a participação do outro. Com o comportamento equivalente,  foi permitida a construção de uma única tabela para retratar a  participação de ambos.</p>
<p> Pelos  dados apresentados, pode-se notar uma totalidade de participação  ativa dos alunos com deficiência durante as aulas de Dança, a qual  foi fundamentada na vivência de diferentes ritmos musicais sem a  imposição de coreografias ou gestos padronizados. </p>
<p> Tanto  nos conteúdos de Esporte quanto no de Jogo, as participações  ativas ocorreram predominantemente, com os alunos com deficiência  demonstrando prontidão em participar das atividades, seguindo as  orientações do professor e dos demais alunos da sala.</p>
<p> Especificamente  sobre o Esporte, em 37,5% das aulas, houve participação passiva dos  alunos com deficiência. Apesar de ser observado um esforço por  parte desses alunos em realizar as atividades dentro das regras e  definições estipuladas pelo professor, em 3 aulas os alunos com  deficiência foram destinados à posição de auxiliar, ou deixados  realizar uma atividade diferenciada, escolhida por eles próprios.  Essa participação ocorreu em aulas nas quais se enfatizava as  técnicas e táticas específicas do Esporte.</p>
<p> Já  no conteúdo de Jogo, em 2 aulas a participação tornou-se passiva.  Embora estivessem presentes fisicamente na quadra, esses alunos não  compreenderam as regras das atividades e apenas caminharam pelo  espaço, não havendo intervenção do professor. </p>
<p> Ainda  que apresentadas ocorrências de participações passivas, nota-se a  predominância de participações ativas dos alunos com deficiência;  resultado este também encontrado pelo estudo de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref1">Abe e Araújo  (2010)</xref>. A relevância positiva desses dados pode ser elucidada quando  se retoma que, segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref2">Ainscow (2009)</xref>, para que ocorra a inclusão, o  aluno deve, além de estar fisicamente no mesmo espaço que os  demais, também participar das mesmas atividades e adquirir  conhecimentos por meio destas. Por conseguinte, entende-se que  estimular a participação ativa de um aluno com deficiência é um  eixo indispensável para a consolidação de um trabalho inclusivo. </p>
<p> Na  sequência, foi averiguado o tipo de interação entre os alunos sem  deficiência em direção aos com essa condição, se positiva  (aproximações com respeito) ou negativa (quando de alguma atitude  de desrespeito ou rejeição):</p>
<p>
<fig id="gf6">
<caption>
<title>Gráfico  2 – Ocorrência, em cada conteúdo, de interações positivas dos  alunos da turma para com os alunos com deficiência.</title>
</caption>
<graphic xlink:href="439954642001_gf6.jpg" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>O  conteúdo de Dança, trabalhado de forma a permitir a vivência, mais  uma vez mostrou ser benéfico ao estimular interações positivas em  todos os momentos. Esses benefícios podem ser associados à forma de  exploração docente dessa prática enquanto expressão corporal e  não como busca de técnicas perfeitas. A dança, ao permitir a livre  expressão e não impor gestos técnicos padronizados a serem  executados, proporciona descoberta pelos alunos das possibilidades de  movimentos que podem realizar, se torna um meio de comunicação e  expressão que respeita a individualidade, superando padrões de  criações já estabelecidos e recriando novas realidades corpóreas  (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref5">Barreto, 2004</xref>).</p>
<p> As  interações positivas ocorreram, ainda, em 55% das aulas de Esporte  e 70% do Jogo, quando fundamentadas pelas atividades de caráter de  vivência e ludicidade, aspectos que favoreceram a interação entre  os alunos, com atitudes afetuosas e de auxílio dos alunos sem  deficiência em direção aos com essa condição, por iniciativa  própria.</p>
<p> Em  relação às interações negativas, estas foram presenciadas nos  restantes 45% das aulas de Esporte e 30% de Jogo, quando esses  conteúdos foram trabalhados exaltando a competição e a vitória, o  que desencadeou atitudes de rejeição da sala em aceitarem-nos em  seus times. </p>
<p> Resultados  semelhantes foram encontrados por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref22">Fiorini (2011)</xref>, ao observar que os  alunos com deficiência são, de forma geral, bem aceitos e acolhidos  pelos que não possuem essa condição, contudo, sofrem episódios de  rejeição quando em atividades coletivas que focalizam a competição.</p>
<p> A  aceitação e a interação social do aluno com deficiência com os  demais alunos da sala apareceram como ponto crítico e fundamental  para a inclusão, o que está diretamente relacionado a participar  conjuntamente das mesmas atividades coletivas e de forma prazerosa  (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref3">Alves &amp; Duarte, 2014</xref>).</p>
<p> Assim,  uma discussão acerca da atuação docente torna pertinente uma vez  que, para que o aluno usufrua de uma participação ativa nas aulas e  de interações positivas com os demais, a forma de intervenção  pedagógica do professor é profundamente influenciadora.</p>
<p> O  professor desse estudo considerou a participação dos alunos com  deficiência em suas aulas, chamando-os constantemente para as  atividades. Contudo, quando não acreditava na capacidade de atuação  desses alunos em determinadas tarefas, alocava-os em uma posição de  auxiliar ou em atividades paralelas. Já durante as interações  negativas, não houve mediação para a resolução das mesmas, mas  uma busca por dispersar os alunos.</p>
<p> Considerando  também a organização pedagógica dos conteúdos, com a existência  de aulas com ênfase técnica e tática, o que mostrou ser um entrave  ao processo inclusivo, observa-se uma fragilidade de conhecimentos  para permitir uma organização de aula de forma a permitir a  participação ativa de todos, e não uma mera negação em relação  ao aluno com deficiência ou ao processo inclusivo.</p>
<p> Estudos  têm confirmado que essa ocorrência de entraves à efetivação da  inclusão devido às atitudes dos professores está associada à  falta de capacitação dos mesmos para uma atuação inclusiva  adequada, que os conduzem às ações como negligenciar ou  superproteger o aluno com deficiência e ter dificuldades em  organizar atividades adequadas às diferentes capacidades (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref27">Gorgatti,  2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref18">Chicon, 2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref21">Falkenbach, 2010</xref>).</p>
<p> <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref40">Salerno  (2014)</xref> atribuiu como fator contribuinte a essa falta de capacitação  a existência de fragilidades do ensino superior relatando, em seu  estudo, que os discentes do curso de Educação Física não têm se  sentido preparados para o trabalho com pessoas com deficiência mesmo  após o acompanhamento de disciplinas referentes a essa temática.  <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref24">Glat &amp; Pletsch (2010)</xref> explicaram que essas inseguranças  discentes estão associadas às fragilidades da graduação, como ao  manter disciplinas destinadas a essa temática isoladas na grade  curricular, a qual se desenvolve desvinculada do restante do curso de  formação para a atuação docente, bem como a ausência de  possibilidades de vivências reais dos alunos com essa população. </p>
<p> Em  um momento no qual urge a necessidade em se formar docentes críticos,  reflexivos e seguros para a atuação educacional, uma vinculação  entre os conhecimentos teóricos com a sua aplicação na prática  torna-se indispensável.</p>
<p> Uma  possibilidade dessa vinculação pode ser alcançada por meio da  sugestão de<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref38"> Perrenoud, Thurler, Macedo, Machado &amp; Allessandrini  (2007)</xref>. Os autores propuseram que uma possível base para a melhoria  na qualificação da formação inicial é a organização desta de  forma que a teoria seja construída a partir dos casos observados na  prática. Dessa forma, ocorre uma aprendizagem por problemas, por  meio de um equilíbrio entre aportes teóricos - que antecipem e  também respondam às necessidades identificadas - e as experiências  práticas da sala de aula - compreendidas por fracassos, medos,  dificuldades, sucessos ou alegrias durante a organização do  processo de aprendizagem pelos discentes. </p>
<p> Ademais,  algumas orientações foram elaboradas para auxílio aos professores  já em atuação no contexto inclusivo. <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref44">Soler (2005)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref39">Rouse (2010)</xref>  recomendaram que o professor proporcione variados tipos de auxílio  aos alunos conjuntamente, como físico, verbal e gestual,  demonstrando as atividades a serem realizadas para facilitar a  compreensão por todos; que adapte as regras, os materiais, o espaço  e sua metodologia permitindo que todos compreendam e consigam  participar ativamente, independente de suas dificuldades; proporcione  um tratamento o mais igualitário possível aos alunos com  deficiência em relação aos demais, não o superprotegendo nem  subestimando sua capacidade, estimulando-o a participar de todas as  atividades de forma que este se sinta parte do grupo de alunos e  auxiliando-o sim, mas apenas quando houver de fato necessidade de tal  ajuda; e que estimule o desenvolvimento dos conceitos e práticas de  respeito e cooperação entre os alunos.</p>
<p> Com  a apresentação dos dados coletados, verifica-se que tem ocorrido  uma reorganização da prática da Educação Física, incorporando  as novas definições conteudinais da área aos ideais educacionais  inclusivos estabelecidos.</p>
<p> Devido  às características históricas e políticas da Educação Física  brasileira, a qual se sucumbiu aos ideais militaristas, higienistas,  eugenistas e esportivizadores, esta, em muitos momentos, acentuou as  diferenças no ambiente escolar, excluindo os menos habilidosos, os  com desvantagens físicas, obesos ou tímidos. Conforme seus  objetivos, finalidades e funções foram repensados e reconstruídos,  a redefinição da Educação Física Escolar foi delineada abarcando  a participação de todos em suas aulas.</p>
<p> Segundo  <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref22">Fiorini (2011)</xref>, há um indicativo de mudança da Educação Física  em direção a superar a sua história tecnicista e excludente e em  favorecer os ideais inclusivos em sua prática, com professores cada  vez mais buscando formas de permitir a participação de todos de  forma prazerosa e construtiva.</p>
<p> Nesse  momento, almeja-se consolidar uma Educação Física Escolar com seus  conteúdos orientados por um caráter de vivência e construção de  conhecimento sócio-histórico-cultural, fundamentados em uma  perspectiva inclusiva na qual todos são respeitados e valorizados em  sua diversidade <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref10">(Brasil, 1998)</xref>. Algumas considerações sobre cada um  dos temas já tem sido desenhadas academicamente e politicamente,  podendo ser citadas como forma de sustentar o trabalho docente:</p>
<p>
<list list-type="bullet">
<list-item>
<p>Dança:  	Com movimentos alicerçados em expressões de emoções e  	sentimentos, no ambiente escolar podem ser explorados os aspectos  	histórico-sociais de cada tipo de dança, a percepção do ritmo  	pessoal e coletivo, a relação de espaço e tempo, a expressão por  	meio de códigos e gestos e a consciência referente aos próprios  	limites corporais assim como as possibilidades de superação destes  	(<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref10">Brasil, 1998</xref>).</p>
<p> A  Dança apresenta-se como uma facilitadora da inclusão ao  proporcionar ludicidade, estímulo à participação de todos,  vivência cultural com conscientização e criação própria de  movimentos corporais e liberdade de expressão individual. <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref47">Winnick  (2004)</xref> ressaltou, ainda, que para as pessoas com deficiência pode  proporcionar a autodescoberta, melhora na autoestima e imagem  corporal, interação social, o desenvolvimento auditivo, visual,  cinestésico, criativo e do equilíbrio, bem como diminuir a  ansiedade e uma possível depressão.</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Esporte:  	Se a partir da década de 1970 foi explorado no cenário escolar  	quase como conteúdo único, por meio da reprodução do modelo de  	esporte de alto desempenho baseado na exclusão e desigualdade, a  	transformação desse cenário ganhou delimitação com a elaboração  	de novas teorias para a área. <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref6">Bracht (1992)</xref> corroborou com tais  	transformações ao diferenciar o esporte da escola – o qual deve  	ser desenvolvido com adaptação de regras e técnicas com  	finalidade educacional e formação humana – da presença do  	esporte de alto rendimento na escola.</p>
<p> O  esporte enquanto conteúdo educacional não deve se restringir ao  ensino e execução das técnicas e táticas de modalidades  esportivas, mas construir conhecimentos históricos e socioculturais  de forma crítico-reflexiva, conjuntamente à vivência das diversas  modalidades, possibilitando um desenvolvimento global dos alunos  (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref19">Coletivo de autores, 1992</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref10">Brasil, 1998</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref46">Paes  &amp; Balbino, 2005</xref>).</p>
<p>Assim,  não pode ser concluído que o esporte é estimulador da exclusão,  mas sim que a forma de trabalhar mecanicamente e competitivamente um  conteúdo propicia a rejeição das diferenças e a dificuldade na  participação de todos. Por outro lado, pode estimular o processo  inclusivo com o desenvolvimento de um trabalho educacional alicerçado  nos ideais de respeito, aceitação e valorização das diferenças  (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref16">Carvalho &amp; Araújo, 2015</xref>). </p>
<p> Esse  conteúdo pode contribuir com a inclusão ao, para os alunos com  deficiência, melhorar as suas condições e capacidades físicas,  estimular a independência e a superação; e, para todos os alunos,  ao melhorar as relações interpessoais, estimular a socialização,  os aspectos afetivos e valores humanos (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref47">Winnick, 2004</xref>). </p>
</list-item>
<list-item>
<p>Jogo:  	Tendo por finalidade o alcance de um objetivo, em um limite de tempo  	e espaço, é um fator de desenvolvimento ao permitir, por meio da  	ludicidade e imaginação, a compreensão das regras sociais, a  	ampliação da capacidade de tomada de decisão e o trabalho em  	equipe com construções coletivas de soluções às situações de  	jogo (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref19">Coletivo de autores, 1992</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref10">Brasil, 1998</xref>). Pode atuar, ainda,  	como uma ferramenta facilitadora da inclusão por proporcionar  	situações de afetividade e interação, estimulando a superação  	da timidez e a maior participação do aluno com alguma condição  	de deficiência, proporcionando a cooperação entre todos do grupo  	em prol do alcance de um objetivo, fortalecendo os laços de união  	e respeito, além de permitir maior flexibilidade das regras, do  	local, do material e do próprio objetivo final para a participação  	ativa de todos (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref23">Gil, Scheeren, Lemos  &amp; Ferreira, 2002</xref>).</p>
</list-item>
<list-item>
<p>Luta:  	Segundo os PCN (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref10">Brasil, 1998</xref>/<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref11">2000</xref>), na luta há um conjunto de  	movimentos corporais empregados em uma disputa com um oponente,  	fundamentada em ações de ataque e defesa. Enquanto conteúdo  	educacional, pode-se explorar o conhecimento a respeito dos diversos  	princípios de filosofia que regem as práticas, a reflexão sobre a  	diferença entre a luta e a violência social, o conhecimento das  	capacidades físicas e habilidades motoras das diversas modalidades  	e a vivência das técnicas, táticas e regras. </p>
<p> Segundo  <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref26">Gomes (2008)</xref>, a metodologia mais adequada para o trabalho com esse  conteúdo visando à inclusão escolar é aquela na qual o professor  oferece diferentes meios para executar os movimentos ao invés de  padronizar uma única forma como a mais adequada, enfatizando os  fundamentos de ataque e defesa antes da vivência das técnicas. </p>
</list-item>
<list-item>
<p>Ginástica:  	O <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref19">Coletivo De Autores (1992)</xref> e os <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref10">PCN (Brasil, 1998)</xref> sugeriram que o  	professor trabalhe esse conteúdo de forma a conscientizar os alunos  	sobre a presença dos fundamentamos da ginástica no dia-a-dia; as  	sensações afetivas e cinestésicas provocadas pelos movimentos;  	com a organização de práticas individuais e coletivas; o  	conhecimento das diferentes formas, capacidades e habilidades  	físicas e técnicas ginásticas; e a organização de  	apresentações; sempre fundamentados na compreensão sobre a  	transformação da ginástica durante o decorrer histórico e suas  	diferenças culturais.</p>
<p> <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_439954642001_ref35">Mayeda  e Araújo (2004)</xref> ressaltaram que a ginástica pode explorar o  desenvolvimento da criatividade e da expressão como uma forma de  cooperação e afetividade em substituição à competição  exacerbada, estimulando a autodescoberta de possibilidades corporais  de movimentos de forma respeitosa às características de cada um, o  desenvolvimento da imagem corporal e a socialização por meio de  vivências e criações em grupos, facilitando a inclusão por meio  de atividades não segregacionistas. </p>
</list-item>
</list>
</p>
<p>Podem  ainda ser explorados, os conteúdos em sua versão adaptada, como o  esporte adaptado, dança adaptada e luta adaptada, proporcionando  conhecimento e vivência dos educandos a respeito dessas modalidades  específicas para pessoas com deficiência, além da estimulação de  percepções diferentes das comumente vivenciadas.</p>
<p>A  efetivação da inclusão na Educação Física exige, nesse momento,  o  abandono dos resquícios tecnicistas e esportivizadores daquelas  práticas enfatizadoras do desenvolvimento de gestos motores  eficientes, as quais dificultaram o processo inclusivo; e abertura às  aulas com diversificação de conteúdo com caráter de vivência e  construção de conhecimento, que se mostraram facilitadores da  inclusão. Para isso, a formação docente torna-se ponto primordial  para capacitar o professor a explorar os diferentes conteúdos da  Educação Física de forma a adequá-los às diferentes necessidades  e permitir a participação ativa de todos. </p>
<p>Consolidar  uma Educação Física Escolar inclusiva depende, não apenas dos  conhecimentos sobre as pessoas com deficiência e suas necessidades e  capacidades, mas também sobre as particularidades da Educação  Física enquanto área educacional.</p>
</sec>
</sec>
<sec>
<title>Conclusões</title>
<p>Com  esse estudo foi possível verificar a existência de um caminhar  concomitante de busca pela consolidação das novas teorias da  Educação Física Escolar na prática e de adequação às novas  orientações inclusivas. Para essa inclusão se efetivar, há a  necessidade da superação do ainda presente caráter de treinamento  esportivo das habilidades, que mostrou ser prejudicial à inclusão,  para dar lugar à vivência e construção de conhecimentos sobre os  diversos conteúdos de forma lúdica – fator estimulador do  processo inclusivo.</p>
<p> O  fato de apenas uma escola ter sido observada limita a generalização  das reflexões, mas, por outro lado, permite um aprofundamento sobre  um local específico que pode mostrar fatores possíveis de ocorrerem  em outros locais que poderiam passar despercebidos em pesquisas de  maior quantidade de locais. Por conseguinte, nesse momento,  necessita-se de novas ações para que o tema continue a ser  retratado com cada vez maior profundidade, tanto para superar  possíveis lacunas presentes nesse próprio estudo quanto para  discorrer sobre dificuldades na realidade que foram identificadas por  meio da realização do mesmo:</p>
<p>
<list list-type="bullet">
<list-item>
<p>Realização  	de pesquisas orientando as possibilidades de organização  	pedagógica com os conteúdos de Dança, Ginástica e Luta,  	associados aos ideais inclusivos; </p>
</list-item>
<list-item>
<p>Elaboração  	de estudos analisando a relação inclusiva de outras condições de  	deficiência, além da Síndrome de Down observada nesse estudo, com  	os conteúdos da Educação Física, e; </p>
</list-item>
<list-item>
<p>Reformulação  	da formação inicial e continuada de forma a estimularem a  	constituição de um docente crítico e reflexivo perante a nova  	realidade da Educação Física Escolar, em relação a sua  	diversidade de possibilidades de conteúdos e a sua orientação  	inclusivista, para que o professor se torne pró-ativo nas ações  	de reflexão e contínua reconstrução de sua prática segundo as  	diferentes necessidades e realidades que se apresentarem.</p>
</list-item>
</list>
</p>
<p>Buscando  cada vez maior qualificação para a atuação adequada perante as  diferentes necessidades dos alunos, a Educação Física Escolar tem,  por meio da inclusão, um estímulo e uma oportunidade para se  qualificar para atender a todos os alunos, e não apenas para os com  deficiência. O período vivenciado ainda é de transformação, mas  em direção a um caminho de construção de uma prática com maior  qualidade, com conteúdos vinculados a um desenvolvimento global de  todos os alunos e de forma adequada respeitosa às suas diversidades.</p>
</sec>
</body>
<back>
<ref-list>
<title>Referências  bibliográficas</title>
<ref id="redalyc_439954642001_ref1">
<mixed-citation>Abe,  P.B., &amp; Araújo, R.C.T. (2010). A  participação escolar de alunos com deficiência na percepção de  seus professores. <italic>Revista  Brasileira de Educação Especial, 16</italic>(2),  283-296.</mixed-citation>
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